O meio ambiente pede socorro por Esmael B. Almeida

Foto: Últimos Refúgios / Tchesco Marcondes

Meio ambiente é o conjunto dos elementos e fatores físicos, químicos e biológicos, naturais e artificiais, necessários à sobrevivência das espécies. Apesar do homem já dispor de estudos e conhecimentos bastantes avançadas a respeito do meio ambiente, na verdade ainda há muito para se conhecer. A inexistência de um conhecimento claro, exato ou acabado do funcionamento integrado de todo os ecossistemas da terra é no mínimo preocupante. Dentre os inúmeros problemas relacionados com o meio ambiente que colocam em risco o futuro do nosso planeta, estão a poluição oceânica e fluvial, a poluição atmosférica, e a poluição urbana.

Os oceanos, lagos e rios, sobretudo os que se encontram nas proximidades de regiões industrializadas, estão seriamente poluídos. Os agentes poluidores são inúmeros, podendo ir desde o mercúrio empregados nos garimpos e os agrotóxicos agrícolas, passando pelos esgotos residenciais e industriais, até as chuvas acidas, os materiais sintéticos são biodegradáveis (plásticos, etc) e o óleo (principal poluente oceânico) despejados pelos navios petroleiros, contaminando os peixes, mariscos e até mesmo as pessoas que deles se alimentam. Os oceanos, até pouco tempo eram considerados gigantescos reservas de alimentos, estão seriamente poluídos e contaminados: transformando-se em verdadeiros depósitos de lixo na humanidade. A Baia de Vitória, cartão postal do nosso Estado, recebe diariamente cerca de 40 toneladas de DBO de esgotos, através de 120 pontos de lançamento do sistema de drenagem pluvial existentes.

Quanto a poluição atmosférica bilhões de gases poluentes são lançados anualmente na atmosfera, principalmente de carbono (dióxido de carbono). As principais causas da poluição atmosférica e a queima de combustível fosseis (petróleo, carvão e madeira), e a indústria propriamente dita (química e siderúrgica), pois quanto mais aumenta a industrialização mais aumenta o consumo de energia, de matéria prima e de resíduos, resultando assim, em maior poluição. Foi a partir da revolução industrial e do próprio desenvolvimento do capitalismo que a poluição adquiriu proporções assustadoras. O desenvolvimento industrial e econômico crescente, ininterrupto, ou seja, intervenção do homem na natureza tem como consequência maior utilização dos recursos naturais, poluição e degradação. Dentre os inúmeros problemas acarretados pela poluição atmosférica que colocou em risco a vida do meio ambiente no planeta temos: destruição da camada de ozônio, o efeito estufa, as chuvas acidas, os desequilíbrios climáticos, etc. Para se ter uma ideia da gravidade deste assunto, no ar da Grande Vitória soa despejados diariamente cerca de 48 toneladas de material de material particulado, e 110 toneladas de SO2 (enxofre). No que diz respeito a poluição podemos afirmar que atualmente, o ambiente urbano é um dos mais poluídos. Nele ocorrem com grande intensidade quase todos os tipos de poluição: sonora, visual, atmosférica, lixo espalhado pelas ruas, esgoto a céu aberto, cortiços e favelas, congestionamento de trânsito, etc.

A velocidade do crescimento populacional e urbano (sobretudo nos países subdesenvolvido), ao lado da escassez de recursos legais (leis de proteção ao meio ambiente) e financeiros, está acarretando verdadeira degradação ao meio ambiente urbano e a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, de 5.500 municípios existentes, somente cerca de 12% tem sistema completo de esgotamento sanitário. O destino do lixo urbano sólido, apenas para citar um dos inúmeros dramas ambientais urbanas das grandes cidades, é um problema cuja solução esta cada vez mais difícil. O que fazer com os 30 milhões de toneladas de lixo doméstico gerados anualmente no Brasil? Os lixos representam uma séria ameaça ao meio ambiente, poucas são as que possuem usinas de tratamento ou incineradoras. A Grande Vitória produz aproximadamente 30.000 toneladas de lixo por mês, que são lançados em 5 (cinco) locais distintos sem que haja um tratamento adequado para sua destinação final.

A degradação – preservação do meio ambiente é uma questão eminente política e econômica. É uma situação que envolve diretamente as relações entre os países ricos e pobres. Embora todos sejam responsáveis pela poluição e degradação da natureza, os países desenvolvidos poluem e degradam a natureza e o meio ambiente, muito mais que os subdesenvolvidos. Assim, reduzir ou eliminar esses problemas significa antes de tudo contrair os interesse e afetar o bem estar social dos países subdesenvolvidos. A poluição e a degradação ambiental do nosso planeta, não tenho mais duvidas, é um problema ético, cuja solução será baseada em um compromisso inadiável do homem para com a natureza. Alternativas técnicas e jurídicas existem: sua aplicação depender de uma atitude política a ser assumida pelos poderes públicos mas, acima de tudo, pressupõe a existência de uma consciência popular a respeito da necessidade de proteção ambiental. O despertar dessa consciência é indispensável da proteção da natureza.

O aquecimento global, a destruição acelerada de extensas áreas florestais, e a escassez de água são algumas das graves questões que se apresentam hoje no horizonte. Discutir o atual modelo de desenvolvimento e construir alternativas viáveis são responsabilidades não apenas dos governos, mas de todos os cidadãos, em particular a juventude.

“Mudar a economia mundial de acordo com o novo modelo de desenvolvimento ambiental mais adequado, é a única alternativa para a sobrevivência a longo prazo da humanidade”.

Até quando o Planeta Terra pode suportar tantas agressões?

Esmael B. Almeida

Engenheiro Civil e Sanitarista

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